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Ilustração conceitual gerada por IA
 
Abesata alerta para risco de descontinuidade no atendimento em solo com fim da escala 6x1 na alta temporada
Em carta ao mercado, entidade aponta alta de 23,9% nos custos operacionais e cobra renegociação contratual imediata com companhias aéreas e aeroportos para evitar "caos aéreo" a partir de dezembro.
 
São Paulo, 06 de Novembro de 2026 – A proximidade do início da alta temporada da aviação civil trouxe um alerta contundente do setor de infraestrutura em solo. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (Abesata) divulgou uma carta ao mercado manifestando profunda preocupação com os impactos da transição trabalhista da Emenda Constitucional n° 141/2026 — que extingue a escala 6x1 — sobre as operações de ground handling nos aeroportos brasileiros.
 
De acordo com estudos técnicos capitaneados pela Abesata e pelo Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Sineata), a readequação das equipes gerará um impacto financeiro imediato de 23,9% nos custos operacionais das empresas do setor. As novas regras, que passam a vigorar a partir do dia 16 de dezembro, coincidem exatamente com o pico de movimentação de passageiros e aeronaves no fim do ano.
 
O fator tempo e o apagão de mão de obra capacitada
Para o presidente da Abesata, Ricardo Miguel, o principal entrave não reside apenas no aspecto financeiro, mas no curto prazo para recrutamento, capacitação e credenciamento de novos profissionais em áreas restritas de segurança aeroportuária.
"Estamos falando de uma atividade essencial, que funciona todos os dias, inclusive à noite, nos finais de semana e feriados. Não basta abrir vagas: é preciso encontrar pessoas, treiná-las e cumprir as exigências para que possam trabalhar em um ambiente aeroportuário. Fazer tudo isso em um prazo curto, justamente antes da alta temporada, é um desafio de grandes proporções", argumenta Miguel.
O trabalho de ground handling compreende desde o balizamento de aeronaves e carregamento de bagagens até serviços de segurança preventiva e atendimento de passageiros no terminal. Caso faltem equipes estruturadas, o reflexo será sentido em efeito cascata, afetando a pontualidade de voos nacionais e internacionais.
 
Apelo por renegociação de contratos e socorro institucional
Frente à escalada de gastos com a folha e com os processos admissionais, as entidades defendem que a recomposição dos preços contratuais junto às companhias aéreas e concessionárias aeroportuárias é urgente para garantir a saúde financeira e a manutenção dos serviços em solo.
Miguel enfatiza que o cenário exige maturidade de mercado e a participação ativa do Poder Público, destacando que deputados e o Executivo têm costurado regras para a transição do novo modelo trabalhista:
"Esperamos que as Empresas de Serviços Auxiliares e todo o modal aéreo estejam no radar [do governo]", cobrou o executivo.
A Abesata e o Sineata reforçaram no documento que priorizam as vias de diálogo multilateral para mitigar os riscos e blindar o usuário final contra eventuais atrasos e cancelamentos no período de festividades.

Sobre a ABESATA
Fundada em 2013, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (Abesata) atua na representação institucional e no desenvolvimento das empresas que realizam o suporte em solo (ground handling), movimentação de cargas, limpeza técnica e segurança aeroportuária nos principais terminais aéreos do país.
 

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