A História do Comando de Aviação da PMESP - CAvPM
Do Pioneirismo à Referência
A história do Comando de Aviação da Polícia Militar de São Paulo (CAvPM) não é apenas um relato sobre máquinas, mas sobre a evolução da segurança pública brasileira. Com mais de 32 anos em operações modernas, consolidou-se como a maior Unidade de Aviação de Segurança Pública do Hemisfério Sul.
1. As raízes: O Pioneirismo (1913)
A aviação na Polícia Militar paulista começou muito antes do que muitos imaginam. Em 17 de dezembro de 1913, foi criada a Escola de Aviação da Força Pública, a primeira escola de aviação militar do Brasil. Sob a instrução do aviador Edu Chaves, os "Ases Paulistas" operaram no Campo do Guapira e, posteriormente, no Campo de Marte. Contudo, após a Revolução Constitucionalista de 1932, a aviação da Força Pública foi extinta, com seu material transferido para o Exército.
2. O renascimento moderno: O Águia Uno (1984)
Após décadas de hiato, a necessidade de mobilidade aérea tornou-se crítica frente à evolução do crime organizado e desastres urbanos (como os incêndios nos edifícios Andraus e Joelma). Em 15 de agosto de 1984, o governo paulista oficializou o Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) "João Negrão".
O marco simbólico dessa fase foi a entrega do "Águia Uno", um helicóptero Esquilo AS350 B que operava até alguns anos atrás.
3. Expansão e consolidação (1987 – 2018)
A partir da sua base inicial no pátio do 2º Batalhão de Choque na Luz, o grupamento mudou-se em 1987 para o Campo de Marte, local onde mantém sua sede.
Capilaridade: A unidade expandiu-se para o interior e litoral, contando hoje com 11 bases estrategicamente distribuídas pelo estado.
Mudança de nome: Em 2018, devido à sua crescente importância estratégica e administrativa, o GRPAe foi elevado ao status de Comando de Aviação (CAvPM).
4. O CAvPM hoje: Tecnologia e Missões Humanitárias
Atualmente, o Comando opera uma frota robusta de cerca de 32 aeronaves (incluindo helicópteros Esquilo e aviões Beechcraft/Cessna) e drones. Suas atribuições evoluíram para além do patrulhamento policial:
Operações aeromédicas: Transporte de órgãos e resgate de vítimas de acidentes e desastres naturais.
Ações humanitárias: O CAvPM teve atuação decisiva em catástrofes como o rompimento da barragem em Brumadinho (2019), os deslizamentos no Litoral Norte (2023) e as enchentes no Rio Grande do Sul (2024).
Representatividade: Em 2024, o comando celebrou a marca histórica de ter sua primeira mulher piloto assumindo o cargo de comando de aeronave.
Dados de impacto (Atualizados 2026)
Missões realizadas: Aproximadamente 400 mil missões.
Horas de Voo: Mais de 182 mil horas dedicadas à proteção da sociedade.
Efetivo: Cerca de 500 policiais altamente especializados, entre pilotos, tripulantes e mecânicos de voo.
Sob o lema "Voar para Servir", o Comando de Aviação da PMESP permanece como o "anjo da guarda" nos céus de São Paulo, provando que a tecnologia aliada ao heroísmo não conhece limites para salvar vidas.